18/09/2019 09:32:00

Capital Social X Capítal da Marca

Autor: Loreci Demenegui

Quem tem uma empresa sabe, ou pelo menos supõe-se que saiba o que é capital social. Já o capital da marca não é um conceito com o qual os empresários estejam tão familiarizados.

CAPITAL SOCIAL nada mais é do que o investimento inicial feito em qualquer empreendimento. É o valor que os sócios de uma empresa estabelecem para constituí-la, ou seja: o montante bruto investido por cada um dos membros da sociedade.

Esse recurso deve ser suficiente para iniciar as operações da empresa, considerando que, em determinado período, logo após a sua abertura, ela não gerará faturamento suficiente para arcar com suas próprias despesas.

Esse valor é classificado no passivo e também é considerado como a parcela ou o percentual que cada um dos sócios representa na sociedade.

Mesmo um MEI (Microempreendedor Individual) tem determinado um valor que corresponde ao capital social, que tanto pode ser um recurso disponível no caixa ou um valor investido na compra de um computador ou de um maquinário. Sim, porque na conta do capital social não entra apenas dinheiro. Os valores de aplicações e de móveis também devem ser considerados.

CAPITAL DA MARCA é o valor que a marca agrega a um produto ou serviço. O valor que uma marca, bem gerenciada, acumula ao longo do tempo em suas sucessivas interações com seu mercado. Na prática, isso quer dizer que a marca gera um capital, qualitativo ou quantitativo, que se reflete em mais valor, quer para a empresa, quer para o cliente ou consumidor final.

Uma marca é um trunfo para qualquer empresa e seu valor é dado pela memória que permanece na mente do consumidor pela interação sucessiva com a marca e sua comunicação.

Empresas no mundo todo direcionam investimentos com vistas a serem reconhecidas, de maneira a alcançar um maior grau de preferência entre os consumidores.

Alguns elementos permitem medir o valor de uma marca:

  • Reconhecimento: Até que ponto a marca é reconhecida e lembrada.
  • Qualidade percebida: Nível de qualidade atribuído a ela; quando o cliente compara suas expectativas com o desempenho do produto depois de consumido ou usado.
  • Lealdade: Medida pela qual os consumidores permanecem leais à marca, ou seja, quando têm um maior grau de preferência medido em termos de frequência de compra, aumento das vendas e tempo do cliente com a empresa.
  • Associações de marca: define sinais, idéias, valores que o consumidor associa à marca.

Em síntese, alto capital e valor da marca proporcionam à empresa uma grande vantagem competitiva. Uma marca poderosa desfruta de um alto nível de lembrança e lealdade dos consumidores e isso cria maior credibilidade.

A AMAZON é a marca mais valiosa do mundo. Avaliada em US$ 315,5 bilhões, é seguida de perto pela APPLE (US$ 309,5 bilhões) e pelo GOOGLE (US$ 309 bilhões).

O ranking traz, na sequência, a MICROSOFT (US$ 251,2 bilhões), a VISA (US$ 177,9 bilhões), o FACEBOOK (US$ 158,9 bilhões), a ALIBABA (US$ 131,2 bilhões), a TENCENT (US$ 130,8 bilhões), o MCDONALD’S (US$ 130,3 bilhões), e a AT&T (108,3 bilhões).

Entre as marcas brasileiras mais valiosas, o ITAÚ lidera o ranking. O banco é avaliado em R$ 33,5 bilhões, ficando a frente de outras duas instituições financeiras, BRADESCO (R$ 24,859 bilhões) e BANCO DO BRASIL (R$ 10,922 bilhões). Na lista das 10 marcas mais valiosa, também figuram SKOL (R$ 17,206 bilhões), BRAHMA (R$11,412 bilhões), NATURA (R$ 8,389 bilhões), ANTARCTICA (R$ 3,878 bilhões), PETROBRAS (R$ 3,162 bilhões), VIVO (R$ 2,536 bilhões) e RENNER (R$ 1,531 bilhões).

Fonte: Assessoria Domínio Marcas