04/09/2019 05:00:00

Contador: o especialista que mantém as empresas na linha

Autor: Loreci Demenegui

Uma empresa começa a sair do papel pela mão dele, do contador. É ele quem faz todo o encaminhamento burocrático para que a empresa exista e comece a funcionar. “Cabe ao contador a responsabilidade de escolher o melhor regime tributário”, ressalta a contabilista Wivianynn Pereira Barbosa, acrescentando que ao profissional também compete dar ciência das responsabilidades futuras que o empreendedor terá com a empresa. Entre essas competências, ela cita os custos do alvará municipal, a planilha de custos sobre a contratação de pessoal e o cuidado com o faturamento, para que não desenquadre do regime de tributação, especialmente as que se encaixam no Simples Nacional.

Atualmente, em Cuiabá e Várzea Grande, é possível colocar uma empresa para funcionar, em apenas 20 dias. Esse tempo já foi bem mais largo. Em 2018, uma empresa demorava em torno de 60 dias para estar operando. O encolhimento do prazo se deve aos avanços da tecnologia.  “Hoje é tudo 100% digital”, comemora Wivianynn, que é proprietária da SUCESSO CONTABILIDADE.

Burocracia é um negócio chato? É, sim senhor! Até a contadora concorda. Entretanto, todo negócio precisa estar atento a isso, diz ela ressaltando que, infelizmente, a maioria das pessoas acha difícil tratar dos procedimentos burocráticos, não tem interesse em aprender ou entrega na mão de quem não sabe e, quando se dá conta, a situação assumiu graves proporções.

“Ser empreendedor é muito mais do que vender”, afirma a contabilista, para quem a gestão de um negócio é tão importante quanto a comercialização do produto. Para quem não consegue cuidar dessa parte ou teima em deixar por conta da filha, do sobrinho do tio ou de qualquer parente que não tenha qualificação, ela recomenda que terceirize o serviço, que passe a atribuição para uma empresa externa.

Um assunto que confunde muito quem está começando a empreender é o registro de marca. Muitos entendem que basta o nome fantasia passar pelo crivo da Junta Comercial que está tudo resolvido. Wivianynn explica que uma coisa é fazer o registro do nome localmente, onde as possibilidades são mais amplas. Outra, é submeter a marca ao INPI, que tem abrangência nacional, e onde os critérios são bem mais rigorosos, para conseguir a liberação do registro. Mas aí já não é mais atribuição do contador. E isso a Wivianynn costuma deixar bem claro aos clientes, que esse assunto é da competência das empresas que atuam no ramo de marcas e patentes. E ela vai além: não se furta em indicar a DOMÍNIO MARCAS E PATENTES.

A contadora também chama a atenção para a CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas), que tem como objetivo categorizar empresas, instituições públicas, organizações sem fins lucrativos e até mesmo profissionais autônomos em códigos de identificação. Ou seja: esse enquadramento vai identificar de fato o que o empreendedor executa e isso vai ser muito importante no momento de solicitar o registro da marca, porque uma marca já existente no mercado pode ser aprovada para uma categoria diferente daquela que conseguiu o registro.

É preciso lembrar que o Brasil possui um dos sistemas tributários e fiscais mais complexos do mundo e que sofre alterações constantemente. Diante disso, o empreendedor dificilmente terá tempo para acompanhar essas mudanças. Já o contador saberá como lidar com cada questão, finaliza Wivianynn.

 

Fonte: Assessoria Domínio Marcas